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Resenha: A Melodia Feroz, da Victoria Schwab


“Monstros grandes e pequenos, cadê? Eles virão para comer você.
Corsais, corsais, dentes e garras, sombras e ossos abrirão as bocarras.
Malchais, malchais cadavéricos e sagazes, bebem seu sangue com mordidas vorazes.
Sunais, sunais, olhos de carvão com uma melodia sua alma sugarão.
Monstros grandes e pequenos, cadê? Eles virão para comer você!”

Em A Melodia Feroz vamos conhecer Kate Harker, uma jovem que perdeu a mãe ainda criança num acidente de carro e foi mandada para vários orfanatos pelo pai. Tudo porque o pai dela é o responsável pelo lado Norte, de Veracidade. Com o passar do tempo Kate começa a se rebelar e cria caos por onde passa, pois, ela quer estar com o pai e mostrar pra ele que não é mais criança. Quando Kate volta para perto do pai, faz o possível para demonstrar que é má e aguenta todas as atrocidades que ele faz, já que ele manda em uma cidade abusando da violência dela. Após a sua volta ela é mandada para estudar numa escola e lá conhece um jovem misterioso chamado Freddie, que a faz de alguma forma se sentir ela mesma, e não uma garota que fingi ser cruel.

“Bom e mau eram palavras frágeis. Os monstros não ligavam para intenções ou ideais. Os fatos eram simples. O sul era o caos. A norte era a ordem. Era uma ordem comprada e paga com sangue e medo, mas ainda sim ordem.”

August Flynn é um Sunai – monstro que se alimenta de pecados dos humanos tocando música, que mora com os seus dois irmãos Ilsa e Leo (que também são sunais). Eles moram no lado Sul, de Veracidade com o líder de lá, que também é o "pai" deles – Henry Flynn. August não consegue aceitar que é Sunai, não gosta de se alimentar, e nem mesmo de sua vida. Ele não nasceu como todas as crianças, ele simplesmente apareceu. E com o passar do tempo, vamos acompanhar ele em sua primeira missão, que é estudar numa escola do lado Norte e ficar de olho na filha de Callum Harker – a jovem Kate. Indo para uma escola ele pode fingir ser jovem como qualquer outro, até escolheu o nome de Freddie, mas acaba descobrindo algo ainda mais surpreendente estando com Kate, e também um plano para começar uma guerra entre os dois lados inimigos de Veracidade.


Antes de continuar preciso explicar o que são Sunais, Corsais e Marchais. Essa duologia vai abordar sobre os Monstros da Violência, ou seja, os monstros que aparecem quando fazemos algum ato de violência. A criatividade da autora para criar um enredo e cenário tão inovador me surpreendeu: o cenário é uma cidade chamada de Veracidade, acabou dividida em duas partes – Cidade Norte e Cidade Sul – aonde atos de violência geram monstros reais: Corsais, monstros que vieram de algum ato de violência cotidiano (briga ou agressão), mas que não envolveu nenhum homicídio, os Corsais se alimentam de carne e ossos; Malchais são os monstros que vem de homicídios e se alimentam de sangue e os Sunais são os monstros mais raros, vem de grandes massacres (mortes em massa) e se alimentam dos pecados dos humanos, ou seja, os humanos que mataram alguém e trouxeram os Malchais e Corsais a vida. 
"Quando alguém aperta um gatilho, dispara uma bomba, faz um ônibus cheio de turistas cair da ponte, o resultado não são apenas escombros ou cadáveres. Existe outra coisa. Algo mau. Uma consequência. Uma repercussão. Uma reação a todo o ódio, dor e morte. O Fenômeno era isso na verdade: um ponto critico. Veracidade sempre tinha sido violenta – o pior dos dez territórios –, era apenas uma questão de tempo ate todo esse mal começar a tomar forma."
Os dois lados de Veracidade estão em guerra, porque o lado Norte mantém a ordem através de pagamentos altíssimos, e assim, Callum não permite que os Malchais e Corsais machuquem quem paga. Enquanto do lado Sul, Flynn controla a cidade matando quem tem cometido algum crime, ele usa os sunais para eliminar os humanos com pecados. Só que nem tudo é perfeito, e o que separava os dois lados está prestes a se quebrar e começar uma nova guerra.


Como vocês podem perceber, é algo totalmente diferente de qualquer outro livro. É um livro em que o enredo criado mostra um mundo aonde nossos atos de violência se transformam em monstros que, inevitavelmente, geram mais violência. O seu ato de horror se personifica e se transforma em algo real, a lembrança do que você fez ali, pronta para perpetuar sua culpa ou falta dela.

Eu nunca li algo do gênero, e fiquei tão envolvida na história que quando acabei sabia que tinha que trazer a resenha. Super recomendo a leitura de A Melodia Feroz e me arrependo de não ter iniciado a leitura antes.

— Dói — ele sussurrou.
— O quê?
— Ser. Não ser. Me entregar. Me conter. Não importa o que eu faça, tudo dói.
— O nome disso é vida, August — ela disse. — Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.


Comentários

  1. Amando os livro dessa autora e ele está na minha lista de desejados.
    A escrita dela é tão maravilhosa, que já tenho vontade de ler tudo o que ela escreveu haha

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  2. Olá, Alice.
    Esse foi meu primeiro contato com a autora e me apaixonei pelos livros dela hehe. Tudo dela é diferente e até agora tudo que li é maravilhoso hehe.

    Prefácio

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  3. Oii Alice, esse livro está na minha listinha. Adorei sua resenha😊
    Beijos!
    https://deliriosdeumaliteraria.blogspot.com/?m=1

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  4. Olá...
    Adorei a sua resenha!
    Esse livro está na minha lista de desejados e estou simplesmente loooooouca pra ler! Seus comentários a respeito me fizeram desejar a leitura ainda mais...
    Bjo

    http://coisasdediane.blogspot.com/

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