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Resenha: Anne de Avonlea, da L. M. Montgomery

"Ainda que Anne não fosse bonita do sentido estrito da palavra, sua aparência possuía certa distinção e encanto evasivo que causava em quem a contemplava uma prazerosa sensação de satisfação naquela suave mocidade, com todas as possibilidades fortemente percebidas."
Titulo Original: Anne of Avonlea
Autora: Lucy Maud Montgomery
Tradução: Márcia Soares Guimarães
Ano: 1909 (republicado 20200
Páginas: 288
Editora: Autêntica
Onde encontrar: Amazon
Anne Shirley agora tem 16 anos. Terminados os estudos de nível médio, desistiu do curso superior para ficar com a mãe adotiva, Marilla, em Green Gables.
É a nova professora da escola da vila, assim como vários de seus amigos são professores em outros condados da ilha. Tem conceitos idealistas e românticos sobre ensinar, mas acaba descobrindo quão difícil – e gratificante – o ensino pode ser.
Quando Marilla “herda” dois parentes, órfãos de 6 anos, Anne ajuda a criá-los. E encontra também outros desafios, desenvolvendo alguns projetos de melhoria da vila, nem todos com resultados positivos...
Apesar das responsabilidades e de já ser considerada adulta pela sociedade, a história não deixa de mostrar o lado inocente, alegre e inventivo de Anne Shirley, e seu amor pela vida, sempre cheia de possibilidades.
Neste segundo volume, Lucy Maud Montgomery continua a nos cativar com seu humor único, com pitadas de malícia, e com seus personagens bem construídos, cujas ações são sempre permeadas por valores essenciais à convivência e à consciência humanas.
No primeiro livro conhecemos Anne Shirley e como ela conheceu os irmãos Matthew e Marilla, que se surpreenderam quando receberam uma menina com gênio forte e muito inteligente, ao invés de um menino como era o combinado.
"As pessoas peculiares são no mínimo interessantes."
O livro possui menos de 300 páginas e é uma leitura rápida e tocante, por causa da personalidade de Anne que em certos momentos nos deixa chocada com a sua forma de pensar, que é muito a frente do seu tempo.

Agora Anne tem 16 anos, e após a sua perda no livro anterior ela se tornou mais "adulta" e mesmo com a mentalidade bem a frente do seu tempo, ela acha que pode ajudar seus amigos, Marilla que agora tem os gêmeos Davy e Dora, e claro, dar aulas na escola da vila. Tudo isso sendo a alegre, positiva e amorosa Anne que nós conhecemos.

Ela faz amigos novos, incluindo o Paul Irving (encantador, lindo e fofo). Temos a Diana Barry (fofíssima), a melhor amiga de Anne, e Gilbert (meu amado) um ex-colega de classe da Anne que antes fazia coisas bobinhas, e agora, ele deixa transparecer que tem sentimentos claros pela Anne.
Anne de Avonlea é o tipo de livro que faz os fãs da série suspirarem a cada página. A escrita da autora é incrível, bem confortável, delicada e envolvente, e tudo isso passa para os personagens (principalmente a Anne). Com uma narrativa direta e fofa, a autora fez com que nós nos aproximemos dos personagens e de seus sentimentos.

Sobre o Autor

(Lucy Maud Montgomery, 1874-1942) nasceu em New London, Prince Edward Island, no Canadá. Quando tinha quase 2 anos de idade, sua mãe morreu de tuberculose. O pai a deixou, então, aos cuidados dos avós maternos e se mudou para o oeste do país, onde se estabeleceu e se casou novamente. Como a única criança vivendo com um casal de idosos, Lucy encontrou apoio em sua imaginação, na natureza, nos livros e na escrita. Aos 9 anos, começou a escrever poesia e a manter um diário. De 1893 a 1894, estudou para professora na Prince of Wales College, formando-se com distinção após completar o curso na metade do tempo previsto.Em 1905, escreveu seu primeiro e mais famoso romance: Anne de Green Gables. À época, enviou o manuscrito para cinco editores, que o rejeitaram. Lucy guardou-o, então, em uma caixa de chapéus. Somente dois anos depois encontrou o manuscrito, releu-o e decidiu tentar novamente publicá-lo. A obra foi aceita pela L. C. Page, de Boston, Massachusetts, e publicada em 1908. Bestseller imediato, o livro marcou o início da carreira de sucesso de L. M. Montgomery como romancista. Ao todo, ela publicou 20 romances (9 deles protagonizados por Anne Shirley), mais de 500 contos, um livro de poesia e uma autobiografia.Em 1911, casou-se com o reverendo Ewan Macdonald, de quem estava secretamente noiva há cinco anos. O casal se mudou para Leaskdale, Ontário, onde Macdonald era ministro da Igreja Presbiteriana. Tiveram três filhos: Chester, Stuart e Hugh, que nasceu morto. Mesmo com obras já consagradas pelo público, além de escrever romances, contos e poemas, ajudava o marido em seus deveres pastorais e cuidava da casa e dos filhos.Sensível e inteligente, Lucy M. Montgomery imortalizou Prince Edward Island, local em que cresceu, por meio de maravilhosas descrições da vida, da natureza, da comunidade e das pessoas da pequena província. Todos os anos, milhares de turistas, direta ou indiretamente influenciados pelo modo de vida descrito em seus livros, vão à ilha para conhecer o lugar que ela tanto amava.Faleceu em 24 de abril de 1942, em Toronto, Canadá.

Espero que tenham gostado da resenha, e me contem nos comentários se já leram Anne e se gostam das obras da autora.

Beijoss, e até a próxima!!

Comentários

  1. Sou apaixonada pela Anne, comprei esse volume semana passada e espero ler logo.
    Aliás, eu já estava lendo em e-Book, mas parei logo no início. Amei sua resenha, estou mais animada ainda para conferir a obra ^-^
    Jardim de Palavras

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